segunda-feira, 7 de julho de 2008

Heidfeld se destaca e a Ferrari se atrapalha

Não poderia começar esse post sem falar em Nick Heidfeld. O alemão que nesta temporada vem “sofrendo” com a performance superior de seu companheiro de equipe, Robert Kubica fez uma corrida segura e eficiente. Largando em 5º manteve-se sempre entre os primeiros e soube se aproveitar da falha tática da equipe Ferrari (ao não trocar os pneus do carro de Raikkonen), da inconstância do finlandês da Mclaren Heikki Kovalainen e das ultrapassagens sobre a dupla da Renault Piquet e Alonso para assegurar o segundo lugar e se firmar em quarto na tabela do campeonato. Destaque para a excelente ultrapassagem de uma só vez sobre a dupla nórdica Raikkonen e Kovalainen.

Agora sim vamos falar do resto (e dos que interessa)...

Kimi Raikkonen começou a corrida dando pinta que brigaria pela vitória com Hamilton. Até a primeira parada nos pits, a diferença entre os dois era de menos de 1,5s. Porém, a Ferrari, mais uma vez na temporada se atrapalhou na tática e tirou a chance de vitória do escandinavo não trocando os pneus de seu carro.

Confiando que a chuva pararia em minutos – ocorreu o contrário, a chuva apertou e muito em Silverstone, Raikkonen começou a andar 4 a 6 segundos mais lento e em menos de três voltas a diferença que antes da parada era de 1,5s aumentou para mais de 12s em relação ao líder Hamilton. Era fim das possibilidades de Kimi de vencer e se isolar na liderança do campeonato. A partir daí, o finlandês perdeu posições, rodou duas vezes, mas soube se recuperar e cruzou a linha de chegada em quarto.

O espanhol e bicampeão Fernando Alonso terminou em um burocrático sexto lugar. Apagado durante boa parte da prova e com a mesma tática falha usada pela equipe de Maranello, o asturiano foi superado por Piquet, Heidfeld e duas vezes por Kovalainen. E por falar em Kovalainen, o finlandês terminou em quinto, depois de largar na pole position.

Brasileiros - Felipe Massa fez uma corrida para esquecer. Partindo em nono devido a erros seu e da equipe durante o treino classificatório, Massa largou bem e havia ganho duas posições quando ainda na primeira volta rodou sozinho indo parar em último lugar. Passou várias voltas nessa posição, não conseguindo ultrapassar Rosberg com um carro nitidamente mais pesado. Quando começava a se recuperar na prova, o brasileiro passou em cima da zebra e rodou de novo e para completar ainda foi prejudicado pela tática ferrarista de não trocar pneus, e com eles desgastados Massa rodou outras três vezes, no fim com uma atuação pífia terminou em último (13º), a duas voltas do vencedor Hamilton e a uma volta do penúltimo Timo Glock.

O outro brasileiro Nelsinho Piquet fazia uma excelente prova, mas sua inexperiência em pista molhada foi decisiva para sua rodada no 37º giro, quando se encontrava em quarto lugar aquaplanou, rodou, e parou na brita sem possibilidade de conseguir voltar para prova. Uma pena para o brasileiro que desde Gp do Canadá vem mostrando mais consistência depois de um começo de mundial de muitos erros.

Após a nona etapa, o Gp disputado em Silverstone, a F-1 vive um momento histórico, pois exatamente na metade do campeonato três pilotos dividem a liderança da competição - Lewis Hamilton, Felipe Massa e Kimi Raikkonen, todos com 48 pontos partem para o restante da temporada com condições iguais de título. Um pouco atrás, apenas dois pontos do trio aparece o consistente polonês da BMW-Sauber, Robert Kubica.

Esse fato ocorreu apenas três vezes na categoria em seus 58 anos de história.

O primeiro foi no primeiro mundial de F-1 em 1950, quando Johnnie Parsons Giuseppe Farina e Juan Manuel Fangio, com nove pontos lideravam o mundial após a terceira prova. O campeão daquele ano foi o argentino Fangio.

A outra vez que três pilotos empataram na liderança foi ano passado, e também após a terceira corrida. Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen. Na ocasião deu Kimi.

Fotos: Tazio, Blog do Ico, PiquetSports

domingo, 6 de julho de 2008

Hamilton e Barrichello dão show em Silverstone


O Gp de Silverstone que se despede em 2009 do calendário para dá lugar a Donington Park, vai deixar saudades e a corrida de ontem foi prova disso.

Durante as 60 voltas, o que se viu foi um festival de rodadas, barbeiragens de uns, e habilidades e competências de outros. E vou começar a falar de dois pilotos que brilharam - Lewis Hamilton e Rubens Barrichello.

Hamilton sabia que não podia mais errar. Os seguidos erros no Canadá e na França o tiraram pontos preciosos, o inglês chegou dez pontos atrás de Massa na Inglaterra, e em frente a sua torcida tinha a noção que precisa com urgência de uma recuperação.

Nos treinos de sábado parecia que mais uma vez as pressões que vinha sofrendo da imprensa iria ocasionar falhas, mas na corrida o inglês pôs a faca nos dentes e barbarizou a concorrência. Guiou como quis no sinuoso circuito inglês debaixo de uma chuva que em certos momentos castiga demais os pilotos. Hamilton saiu ileso das ocorrências, mesmo passando uma vez ou outra pela grama, mas nada que tirasse sua tranqüilidade. Assim como em Fuji, ano passado, o jovem piloto britânico, sabe como guiar em corridas caóticas pela chuva e protagoniza uma pilotagem digna de campeão.

Agora se Hamilton saiu de Silverstone ovacionado pelos seus compatriotas, líder e mais vivo do que nunca na briga pelo campeonato, em minha modesta opinião o nome da prova foi o brasileiro Rubens Barrichello, que com uma pilotagem agressiva e agraciado pela chuva e por uma excelente tática da equipe Honda (diga-se Ross Brawn) em colocar pneus de chuva num instante crucial da corrida, visto que logo depois caiu um temporal tipicamente inglês no circuito, o brasileiro mostrou que sua experiência e habilidade em guiar sob chuva contam ainda e muito no atual cenário da categoria - muitos pilotos medianos pra baixo.
Depois de largar em 16º, Barrichello soube se manter longe das confusões e durante sua primeira parada nos boxes ele e equipe resolveram arriscar tudo colocando pneus para chuva enquanto todos optaram por continuar com os intermediários. Resultado - três a seis segundos mais rápidos que a concorrência. Conseqüência: o brasileiro voava na pista e ultrapassava um a um seus adversários, chegou a ocupar o segundo posto antes de sua segunda e última parada nos boxes, mas o terceiro lugar foi uma vitória para a fraca equipe Honda e redenção para Rubens que depois de três anos sabe o que é está de voltar ao pódio (o último tinha sido no Canadá).
Próximo post é sobre o resto...
Fotos: Grande Prêmio, Blog do Ico

De férias e de volta!

E as férias chegaram, e eu voltei para minhas postagens em meu espaço virtual.
Deixei meu querido blog de lado, mas estou aqui, pronto para várias postagens neste mês de julho, que é para recompensar...

E mãos a obra!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Brasil 72 x 67 Cuba! E classificação a Pequim!!!

A seleção feminina de basquete comandada pelo técnico Paulo Bassul, nos presenteou com uma atuação de garra e competividade ao virar de forma dramática a partida contra as cubanas em seus minutos finais.

A guerreira Micaela foi cestinha brasileira e da partida, com 22 pontos.

E foi emocionante!

Eletrizante!

Daqueles jogos qe se perder um lance, uma bola, ou um arremesso livre, não há 3 minutos que resolva.

A partida durante boa parte foi na cadência de Cuba, que liderava o placar sempre por 5 ou 4 pontos de diferença.

No derradeiro quarto, nos últimos 10 minutos, nossa seleção esqueceu os problemas do caso Iziane, muito bem cortada da equipe por se recusar a entrar em quadra nos momentos decisivos contra a Bielo-Rússia na rodada anterior. Em entrevista a atleta disse que estrelas de seu calibre (como assim estrelas?!) não podem "esquentar" o banco de reservas. E Hortência, Oscar, Paula, Michael Jordan faziam o quê?


No final, ainda bem, a vitória foi das comandadas de Bassul que já avisou que Iziane não será convocada para Pequim e nem enquanto ele estiver a frente da seleção. O que faz muito certo. Não quer entrar, dá lugar a outra atleta que queira jogar e vestir com orgulho a camisa de seu país. Acorda garota!

O jogo era válido pelo Pré-Olímpico Mundial que estava sendo disputado em Madri, e classificou além do Brasil, para sua quinta olímpiada seguida, as donas da casa Espanha, Belaurs, República Tcheca e Letônia.

A chave do Brasil nas Olímpiadas é complicado e nossa equipe terá fortes adversárias. O grupo é composto por Austrália (atual campeã mundial), Belaurs (derrotou nossa seleção nas quartas-de-finais do Pré-Olímpico), Coréia do Sul, Letônia e Rússia (atual campeã européia). No B estão, Estados Unidos, China, República Tcheca, Mali, Nova Zelândia e Espanha. Se classificam os 4 melhores para as quarta-de-finais em estilo mata-mata.

Na última edição dos jogos o Brasil ficou em quarto lugar.

As Olímpiadas de Pequim tem início dia 8 de agosto com a festa de abertura dos jogos, no dia seguinte o torneio de basquete dará seu arremeso inicial.

Um jogaço no Maracanã

São Paulo parece que acordou mesmo para campeonato Brasileiro depois da goleado rodada passada frente ao Atlético-MG.

Nesse sábado em um Maracanã com 55 mil pagantes e 58 mil presentes, o time do técnico Muricy Ramalho não só ganhou, como convenceu, ao derrotar o líder invicto Flamengo, fora de casa.

O placar de 4 a 2 foi uma demonstração que o atual bicampeão brasileiro está disposto e atento para conquista do hexa.

Essa foi a segunda vitória seguida e por goleada do tricolor que se aproxima com o resultado da zona de classificação à Copa Libertadores de América, no momento está em sexto com nove pontos. O Flamnego mesmo com a derrota continua líder, mas agora com a companhia de Grêmio e Cruzeiro com os mesmos 13 pontos.

O São Paulo volta a campo próximo sábad quando duela em casa contra o perigoso e campeão da Copa do Brasil, o Sport, às 18h10. No domingo o Flamnego viaja até Minas quando enfrenta no Ipatingão o ameaçadíssimo ao rebaixamento Ipatinga,
às 16h.

Gols: Borges, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 11 minutos, Borges, aos 16 minutos, Aloísio, aos 19 minutos e Ibson, aos 24 e Éder Luis, aos 47 minutos do segundo tempo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Desabafo de Luciano do Valle

Protesto do jornalista esportivo Luciano do Valle, em porgrama da Tv bandeirantes horas antes da partida final da Copa do Brasil entre Sport e Corinthians. Valle criticou a parcialidade e a falta de diploma da imprensa esportiva de São Paulo. No mesmo balaio das críticas entratam seus colegas de equipe.

Mas uma coisa me deixou curioso...

Por que os elogios a Neto e Godoy durante a transmissão do jogo final entre Sport e Corinthians, ou em jogos anteriores. E porque o mesmo Luciano do Valle não faz criticas por exemplo a Tostão (apesar de ser um excelente cronista esportivo), Müller, Rivelino, ex-jogadores, que até onde sei não são jornalistas diplomados e estão trabalhando na imprensa esportiva?

Dois pesos, duas medidas?

Fique bem claro que não defendo aqui Neto ou Godoy - muito pelo contrário, apenas um detalhe que merece ser observado para não ficarmos num discurso politicamente correto e as ações contrárias.


Peço desculpas....

Bom dia a todos!

Eu estou tendo pouco tempo para atualziar meu espaço bloguístico, devido a problemas técnicos em meu monitor e o acúmulo de provas e trabalhos acadêmicos. Mas irei postando de novo aos poucos!